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Bartleby, o escrivão |
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Uma história de Wall
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Herman Melville |
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Para ler a nova edição
deste clássico de 1853, o leitor começa pelo desafio de descosturar
a capa (puxando para baixo a linha vermelha que a lacra) e cortar as
páginas não refiladas do livro (com a espátula plástica que
acompanha o livro). Só assim, aos poucos, poderá desemparedar este
personagem enigmático da ficção moderna que, no dizer do filósofo
francês Gilles Deleuze, "desafia toda a psicologia e a lógica da
razão". A famosa fórmula de resistência que o personagem oferece às
ordens do advogado-patrão - "Acho melhor não" - e, mais tarde, de
recusa ao próprio trabalho de escrivão e copista para o qual foi
contratado, desperta uma sucessão tragicômica de acontecimentos. A
cada resposta evasiva de Bartleby abre-se a fresta para a entrada do
insólito nas atitudes e sentimentos despertados no dono do
escritório, nos colegas de trabalho e até mesmo nas vizinhanças de
Wall Street. Eleito por Jorge Luis Borges como uma das obras mais
importantes para a humanidade e precursora de Kafka, a nova edição
da novela de Melville reabre o caso do escrivão de Wall Street,
investigado pela filosofia e pela crítica literária de todos os
tempos.
Posfácio de Modesto Carone.
Tradução de Irene Hirsch, Josely Vianna Baptista e Maria Carolina de
Araújo. |
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